Indice del artículo
A VELOCIDADE DAS TIC E A AMPLIAÇÃO DE LIMITES TERRITORIAIS
1. Introdução
2. A poluição das distâncias
3. Ampliação do (ciber)espaço e exclusão de limites territoriais
4. Considerações finais
5.REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS
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1. Introdução

A velocidade do desenvolvimento e aplicação das telecomunicações, dos aparelhos, das possibilidades de comunicação faz parte do que Trivinho (2007) explica como dromocracia cibercultural. O prefixo grego dromos refere-se à rapidez, à agilidade e se articula socialmente na velocidade. A cibercultura se desloca pela dromocracia e se caracteriza pelo gerenciamento infotécnico da dromoaptidão. Essa dromoaptidão pode ser individual ou grupal no ciberespaço . Na cibercultura o que é vigente é a dromoaptidão grupal, a convivência coletiva.

Ideylson dos Anjos (2006) destaca que pela Internet se constrói uma rede mundial, na qual todos estão interligados num mesmo espaço – o ciberespaço – e num tempo presente, onde há contatos de um para com cada um, de um para com todos, e de todos para com todos que estão conectados. Diante dessa exposição, percebe-se que a noção de espaço e tempo, que até então só fora mudada no nascimento da escrita, se vê totalmente transformada devido ao surgimento desse sistema que unifica o mundo em tempo presente e indeterminado.

O ciberespaço é um local de conexão que dispensa a presença física. Os receptores virtuais também são produtores de sentido e não atuam de forma passiva. Os interagentes que atuam neste espaço, captando os conteúdos, não podem ser considerados como passivos, mas sim receptor-sujeito ativo e seletivo atuante no ciberespaço. Com a infinidade de tecnologias voltadas para a comunicação que surgem a cada momento em um ritmo ininterrupto e irreversível, o cidadão, parte integrante da dromocracia cibercultural, é forçado a se adaptar às mudanças de comportamento e práticas sociais.

Os conceitos e práticas das novas tecnologias da informação e comunicação (TIC), surgidas, em especial, após as evoluções da Internet inicial (criada por Tim Berners-Lee, na década de 1990), são incorporados por indivíduos e organizações e isso causa impacto também no processo de produção e distribuição de inovações, bem como no cotidiano dos seres humanos.

Diante das novidades tecnológicas – e voláteis – às quais está submetido, o ser humano perde, de certa forma, a noção de presença física e contato. Pode-se ‘estar’ em vários locais do mundo via telefones celulares, Internet e videoconferências, por exemplo, entretanto, ao mesmo tempo, pode-se não conhecer fisicamente o vizinho que mora bem em frente.

Essa amplitude do ‘estar’ em lugares distantes e transpor limites territoriais antes inimagináveis é o tema central deste artigo, que apresenta diálogos, principalmente, entre os autores Paul Virilio, Derrick de Kerckvove e Pierre Lévy para apoiar teoricamente as considerações aqui apontadas.