Indice del artículo
“Veja-me!”: visibilidade e reputação em redes sociais como estratégias de comunicação e incentivo para alunos de Publicidade
1. Introdução
2. A concorrência como prática educacional: aspectos de motivação e incentivo
3. Capital social, visibilidade e reputação
4. Resultados da pesquisa
5. Considerações finais
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5. Considerações finais

Se a questão da visibilidade nos processos de inserção no mercado publicitário já era relevante em tempos de menor interação midiática, hoje este fator assume um papel cada vez mais importante. Grandes agências, em seus processos de seleção, têm realizado ações em sites de redes sociais para escolher futuros estagiários ou empregados. A participação dos alunos em concursos e eventos, científicos ou do mercado, fica mais visível nestes tempos, proporcionando a eles uma notoriedade menos acessível poucos anos atrás. Saber ser visto, portanto, é mais uma competência necessária aos futuros publicitários. Se ela já é demandada pelo mercado, deve também ser considerada no âmbito da instituição educacional?

Os resultados da pesquisa realizada com os alunos mostram um alto índice de aprovação da concorrência e dos métodos de divulgação da atividade em si e das equipes inscritas. No entanto, ficou claro que a motivação (algo que é interno, vale lembrar) para a participação não veio dos sites de redes sociais por si sós. O desejo de integrar uma equipe e criar uma campanha pareceu ser algo presente entre os alunos. Ao serem incentivados – e aí sim, podemos remeter às estratégias relacionadas à visibilidade e reputação –, redobraram esforços para incluir mais uma atividade entre outras já programadas em suas agendas de compromissos acadêmicos.

Ou seja, os alunos da Faculdade aqui estudada têm desejo e necessidade de participar de atividades de prática publicitária. Para aumentar essa participação nos concursos e festivais do mercado – um dos objetivos da instituição –, talvez seja necessário apenas uma dose maior de incentivo. A análise realizada neste trabalho pode contribuir para o planejamento de outras atividades similares e de ações voltadas à participação em eventos externos, levando em conta o potencial de utilização das redes sociais e seus processos nas práticas de ensino.

Por outro lado, acredita-se que os bons resultados obtidos têm mais relação com a qualidade da rede social offline já existente do que com as possibilidades das ferramentas utilizadas. Twitter, Google Groups, Facebook e outros sistemas podem ser apropriados de diferentes formas, dependendo dos atores envolvidos e da qualidade das conexões entre eles. Não é o caso, portanto, de adotar uma postura exageradamente eufórica quanto aos sites de redes sociais, atribuindo a eles a solução para os desafios nas relações ensino e aprendizagem, aluno e professor, academia e mercado. São instrumentos de grande valia, mas não substituem o que é essencial em uma instituição educacional: uma equipe de professores qualificados e valorizados, uma proposta pedagógica consistente e o relacionamento saudável entre todos os atores da rede acadêmica.